A trilha do comum ao extraordinário
Quem é você? O que você faz? Para onde você vai?
Antes mesmo de você continuar com a leitura, ou parar com ela por aqui mesmo, por ter achado demasiado filosófica para uma coluna de negócios, eu realmente preciso que você reflita sobre isso.
Desde os meus 18 anos, estou em uma relação de amor com “Negócios e pessoas”, mas estudo empresas e pessoas profissionalmente desde 2016, apesar de sempre estar envolvido com o assunto.
Em 2022 junto com mais 3 sócios, nas áreas de psicologia, filosofia e administração, abri um programa de consultoria, que identificou a trilha para a evolução de uma empresa, e essa trilha tem 8 passos: *Reconhecimento e cultura, Saúde financeira, Gestão de equipes, Gestão de processos, Estratégia, Vendas, expansão e consolidação* exatamente nesta ordem.
99% das empresas que me procuraram até hoje, chegavam até mim com a seguinte prioridade: “Preciso vender mais, preciso crescer”. Como se houvesse uma varinha mágica que fizesse isso de uma hora para a outra.
O crescimento de uma empresa está então, muito mais próximo do final do que do começo da trilha, e tudo começa pelo ponto de partida, o reconhecimento da cultura, o “jeitão da empresa”.
A expressão do momento é “Cultura organizacional”, mas afinal, o que é cultura? Muito além de uma frase na parede discriminando a tradicional “Missão, visão e valores” do grupo, a cultura é a alma da empresa, em uma cultura forte, tudo que se planta, nasce. E ela começa respondendo, quem somos, o que fazemos e para onde vamos.
A maior parte dos desafios das empresas são resolvidos com clareza de proposito. O modelo de gestão que impõe ao colaborador o que ele precisa fazer é extremamente ineficiente e prejudicial já no médio prazo, causam instabilidade, rotatividade, e bloqueiam o crescimento da empresa.
Não basta dizer o que precisam fazer, é preciso dizer, por que precisam fazer, por que estamos indo em determinada direção.
Enfim, é por isso que retomando agora o começo do texto, começamos com: Quem é você? O que você faz? Para onde você vai? Se você não tem essa clareza, não queira cobrar crescimento, expansão, comprometimento do seu time, comece resolvendo o básico, o B A BÁ, como dizem por aí.
O psicologo Daniel Chambiss ao falar de excelência diz “A excelência é trivial” ou seja. Ser excelente é executar uma série de rotinas que isoladas não fazem sentido algum, mas na ordem correta e com um objetivo definido, transformam o comum em extraordinário.

